Organização e minimalismo

“Viver com menos para viver mais” foi este o lema encontrado para falar sobre minimalismo. Numa conversa aberta e muito boa no passado dia 26 de Junho no Trapézio, tentámos perceber o que é afinal isto do minimalismo, procurámos encontrar as suas inúmeras dimensões e descobrimos como é que o minimalismo está tão ligado à nossa organização – organização da nossa casa, da nossa agenda, do nosso email, e até mesmo das nossas emoções e relações. 

Todos queremos ser mais felizes mas muitas vezes não sabemos por onde começar. Vivemos numa bolha de stress, estamos cansados, cada vez mais ansiosos e angustiados. Os investigadores afirmam que este é o resultado de uma sociedade contemporânea onde o consumismo é muitas vezes vendido como felicidade. Vivemos sob um estado de consumismo frenético capaz de nos trazer alguma felicidade momentânea, mas que depois nos deixa uma enorme sensação de vazio e descontentamento. Foi precisamente em resposta a estas emoções de desgaste e depressão que nasceu o movimento do Minimalismo. Sob o lema menos é mais, o Minimalismo ajuda-nos a priorizar e simplificar a nossa vida. 

Podemos encarar o minimalismo como um movimento, mas na verdade este torna-se rapidamente numa forma de estar. A ideia do minimalismo é começarmos por questionar onde encontramos a nossa felicidade e como podemos acrescentar valor à nossa vida – exatamente o mesmo processo que acredito que devemos fazer quando estamos a organizar alguma coisa. Ao respondermos com sinceridade a estas questões conseguimos criar uma visão clara de quem somos e do que queremos, e rapidamente perceber o que nos é essencial e o que está em excesso na nossa vida.

Com um mindset mais simples e leve, a ideia de eliminar o excesso – de coisas, emoções e relacionamentos – torna-se libertadora. É com este exercício de auto-análise que o minimalismo se torna mais evidente: podemos viver mais – mais felizes, mais conscientes, mais calmos – se tivermos menos. E é com esta máxima – menos é mais – que começamos a aproveitar e a entender todos os nossos espaços: físicos, mentais e até digitais.

Acredito que o minimalismo é o ponto de partida para uma nova vida mais organizada, consciente, calma e feliz. 

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